Dicas para proteger as crianças do sol

 

Com o verão chegando, o tempo de exposição ao sol tende a aumentar. E é muito importante que os cuidados com a prevenção comecem desde cedo. Crianças devem estar sempre bem protegidas a fim de evitar o envelhecimento precoce e até mesmo o surgimento de um câncer de pele.

De acordo com o Dr. Dorival Lobão, chefe da seção de Dermatologia do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2008 foram registrados 466 mil casos de câncer no Brasil. Destes, 5.920 foram diagnosticados como câncer de pele melanoma e 115.010 como câncer de pele não melanoma. “Isso significa que 25% dos casos de câncer são referentes a câncer de pele”, alerta o dermatologista.

Acesse o site do INCA para saber mais sobre os tipos de câncer de pele.

Entenda como os raios ultravioleta agem

A radiação ultravioleta (UV) é emitida pelo sol, assim como outras radiações eletromagnéticas. O raio UV possui alguns subtipos, entre eles os raios de ondas longas (UVA) e médias (UVB). Dr. Dorival Lobão esclarece que os raios UVB são os principais responsáveis pelo câncer de pele e sua incidência é maior entre as 10 e 15 horas. Já os raios UVA são menos agressivos, porém possuem pouca variação durante o dia. A exposição aos raios UVA também é bastante prejudicial e provoca o envelhecimento precoce da pele. “É importante reforçar que nenhum bronzeado é saudável” diz Dr. Dorival Lobão. Por isso, é preciso evitar a exposição solar sempre que possível e proteger a pele todos os dias, durante o ano todo.

A baixa latitude dos locais mais próximos à linha do equador e a maior altitude também contribuem para o aumento da incidência e intensidade dos raios ultravioleta. “As pessoas que frequentam cidades com estas características devem ter um cuidado ainda maior” orienta o dermatologista.

Filtros solares

O uso de filtro solar é indicado para crianças a partir dos 6 meses. Antes disso, deve-se evitar a exposição direta do bebê ao sol.

Após os 6 meses, o pais não só podem, como devem aplicar o protetor solar em seus filhos, seguindo todas as recomendações contidas na embalagem, como a antecedência e a frequência com que o protetor deve ser aplicado.

Informações do Instituto Nacional do Câncer revelam que é importante lembrar que os filtros solares protegem dos raios solares, no entanto, eles não têm o objetivo de prolongar o tempo de exposição solar.

A escolha do filtro deve ser de acordo com o tipo de pele. Além do fator de proteção solar (FPS), as formas de apresentação do produto também variam, podendo ser em creme, gel ou spray.   Pessoas com pele mais clara e com tendência a queimar-se mais facilmente devem optar por um fator de proteção solar mais alto. Jovens que costumam ter a pele mais oleosa devem optar pela versão em gel, e assim por diante.

O ideal é que o filtro atue contra o UVA e o UVB. Verifique também se existe na fórmula, além do filtro químico, algum agente físico (bloqueador solar).

Dr. Dorival Lobão esclarece que, basicamente, não há diferenças entre o filtro solar destinado a crianças e o destinado a adultos. O importante é que o FPS seja o adequado.

Só o filtro solar não basta

Para uma melhor proteção é fundamental que a criança utilize roupas adequadas, chapéu e óculos escuros. Dr. Dorival Lobão explica que o tecido tem bastante influência na proteção que varia de acordo com o tipo de fibra, as características estruturais do tecido, a cor e intensidade do tingimento, a presença de agentes que refletem ou que absorvam UV, etc. Por isso, procure evitar os tecidos porosos e com trama muito larga e não deixe que a criança permaneça com a camiseta molhada, pois estes não bloqueiam os raios UVA e UVB de maneira adequada.

Dr. Dorival Lobão reforça que os óculos escuros são fundamentais para prevenir a catarata entre outros problemas. Mas, segundo ele, é imprescindível que as lentes protejam efetivamente os olhos das radiações, caso contrário o óculos poderá agravar a situação.

Em relação aos chapéus, a orientação é que as pessoas optem por aqueles com abas maiores que protejam a nuca e as orelhas.

Informação e mudança de hábito

Manter a população bem informada sobre os riscos e os cuidados com a exposição solar e promover a mudança de hábitos, especialmente de crianças, são as armas dos profissionais da saúde para diminuir o número de casos de câncer de pele nas próximas gerações. E para isso eles contam com os pais para educar seus filhos para a prevenção.